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Saúde financeira em família

12 DICAS PARA INTEGRAR A FAMÍLIA NA PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA

O planejamento financeiro familiar é importante para a família que deseja controlar seu orçamento com sabedoria. É necessário que todos participem do plano, inclusive as crianças. Desde cedo, é preciso educá-las financeiramente, ensinando a elas o valor do dinheiro e os benefícios de economizar.

Todo planejamento deve considerar a demanda de cada membro e até que ponto as necessidades e os desejos individuais impactam no conjunto. Cada um deve estar consciente do quanto seus custos representam no orçamento familiar.

Mas e as crianças, que ainda não têm plena consciência do uso do dinheiro, nem responsabilidade direta no orçamento? Como elas podem ser estimuladas a participar do planejamento financeiro familiar? O primeiro passo é educar pelo exemplo, ou seja, ter hábitos financeiros saudáveis para que os filhos aprendam da melhor forma possível os perigos de gastar demais.

01. Recompense o sucesso das crianças;

Como todos sabem, uma maneira de estimular a criança em qualquer processo educativo é oferecer reforços positivos, por meio de algum tipo de recompensa quando ela cumpre o que foi combinado.

Ela se sente feliz e reconhecida, admite que tem importância dentro do planejamento financeiro familiar, e é provável que queira continuar sendo um membro ativo nesse contexto.

As recompensas não precisam ser necessariamente materiais, inclusive porque está educando as crianças sobre os valores adquiridos pelo poder de compra. Você pode alterná-las entre um brinquedo, uma hora a mais de uso de eletrônicos ou um passeio especial. Muitas vezes, até um simples elogio já é uma forma de reconhecimento e estímulo.

02. Não abra mão da educação;

O planejamento financeiro familiar deve ser feito com bom senso. Consciente de que é preciso fazer certos sacrifícios, mas com o menor prejuízo possível das necessidades infantis — sobretudo as que dizem respeito à educação.

Além de serem encaradas como integrantes ativos nas decisões familiares, as necessidades delas devem ser priorizadas. Por exemplo, comprometer a educação das crianças a fim de economizar com mensalidades de escola pode não ser uma boa decisão.

Naturalmente, se a mensalidade é alta demais, é necessário buscar uma escola menos cara, ou mesmo um colégio público. Mas não tome essa decisão de maneira precipitada. Convém pesquisar antes e encontrar instituições que oferecem boa qualidade de ensino a preços razoáveis.

03. Oriente sobre o uso da mesada;

A mesada pode ser uma forma eficiente de engajar a criança no planejamento financeiro familiar. Quando você dá dinheiro a ela, pode deixar claro também que a responsabilidade é proporcional à autonomia de uso que tem sobre ele.

A criança tem que ficar ciente de que aquele dinheiro é limitado e, caso ela gaste demais, ficará sem direito de comprar ou fazer certas coisas até o mês seguinte.

Não se trata de uma ameaça, mas de apresentar uma realidade que, na idade adulta, a criança deverá assimilar se quiser respeitar os limites de sua renda. À medida que ela gasta sua mesada com consciência, vai aprendendo sobre a necessidade de fazer escolhas, de comparar preços, de optar pelo mais viável e até de abrir mão de certos prazeres em função da economia.

04. Faça compras com os seus filhos;

Levar as crianças às compras — como as de supermercado — é desaconselhável, se isso for uma rotina. Não significa que você jamais possa dar a elas essa experiência. Pelo contrário: é interessante que, em algum momento, você as leve junto, aproveitando a oportunidade para ilustrar a realidade do chamado custo de vida.

Mostrar a elas que o preço das coisas em função de um valor para aquisição e uma lista de compras vai fazer com que elas desenvolvam sua capacidade financeira, na medida em que observam suas escolhas feitas em relação a certos produtos ou estabelecimentos. Pouco a pouco, elas vão ganhar noções sobre custo-benefício, economia, descontos, promoções, lucro, juros etc.

Enfim, nada melhor que ensinar a criança “em campo”, demonstrando a diferença substancial de economia entre comprar em uma loja ou outra, por exemplo.

05. Fale da importância do trabalho;

É preciso que a criança entenda que dinheiro não cai do céu, ou seja, ele é fruto de uma troca: força de trabalho em troca de retorno financeiro. Valorizar o trabalho é uma forma de desenvolver na criança preocupações saudáveis em relação ao futuro, ao seu destino, às possibilidades de ganhar seu próprio dinheiro fazendo algo que goste.

Assim, além de engajar a criança no planejamento financeiro familiar, os pais estarão contribuindo para desenvolver nos filhos noções sobre carreira e realização profissional e pessoal!

06. Ensine as crianças a anotar os gastos;

Outro passo importante para envolver as crianças no planejamento financeiro familiar é mostrar como o hábito de registrar gastos é positivo para entender a relação com o dinheiro.

Comece da forma mais simples possível: dê um caderninho específico para esse fim e oriente os pequenos a anotarem toda e qualquer despesa que fizerem, por menor que ela seja.

Explique que, além de anotar gastos, eles devem criar o hábito de uma vez por semana e/ou uma vez por mês sentarem para analisar em que áreas tiveram mais despesas. Mostre para eles que refletir sobre com o que gastam é importante para saberem se realmente estão usando dinheiro nas coisas que os deixam felizes.

07. Delegue tarefa aos filhos e recompense-os;

Engaje as crianças na vida financeira da família não só na hora de planejar, mas, também, estimulando-as a colocar a mão na massa. Uma forma de fazer isso é delegar tarefas para os filhos. Nesse sentido, é importante escolher atividades que possam ser feitas com certo grau de independência, considerando também a idade.

Mesmo os menores podem participar das tarefas, guardando seus brinquedos no fim do dia ou fazendo a cama ao acordar, por exemplo. Essa é uma boa oportunidade de mostrar para os pequenos a diferença entre atividades que são suas responsabilidades e aquelas que são extras e, por sua vez, podem ser uma espécie de “fonte de renda” para eles.

Se arrumar a cama é uma responsabilidade, ajudar a cortar a grama pode ser considerada uma atividade extra, que merece uma recompensa.

08. Mostre o hábito de poupar;

Além de demonstrar que é essencial entender os gastos e participar ativamente das tarefas da casa para manter o orçamento familiar em dia, é preciso reforçar para as crianças a importância de economizar para realizar os seus sonhos.

Mostre para os pequenos que eles podem começar a poupar um pouco e, ao longo do tempo, aumentar a quantidade que guardam no cofrinho ou na poupança, por exemplo.

Reforce que economizar é um passo fundamental para conseguir realizar sonhos e/ou comprar algo que seja um pouco mais caro, como um brinquedo, uma roupa ou item de decoração para o quarto.

A criança deve entender que é preciso fazer alguns sacrifícios, como abrir mão de comprar figurinhas e balas, para realizar coisas que são mais importantes para eles.

09. Mostre o valor das coisas;

Ilustrar o valor das coisas é outro passo importante para as crianças entenderem a relevância do planejamento financeiro familiar. Os pequenos devem saber que tudo tem seu preço e cada item que eles ganham é fruto do esforço e do trabalho dos pais.

Assim, eles vão aprender a valorizar cada pequena conquista da família, como a troca de um carro ou uma viagem de férias. Mesmo pequenos presentes devem ser valorizados pelos pais. Mostre para a criança que até coisas que custam pouco (como figurinhas e um picolé na praia) têm impacto no orçamento quando são somadas.

10. Explique o poder da troca;

Para educar crianças financeiramente inteligentes, é preciso ilustrar os perigos do consumismo desenfreado para os pequenos desde cedo. Nesse sentido, vale a pena mostrar que há outras formas de conseguir algo sem ter que comprar o item.

Se a criança precisa de um objeto específico para um trabalho da escola, por exemplo, converse com ela e mostre que talvez ela possa pedir o item emprestado em vez de comprá-lo.

Uma maneira interessante de explicar o poder da troca é estimular a criança a trocar seus livros quando terminar de ler.

11. Tenha metas familiares claras e atingíveis;

Definir metas de gasto em família é importante, mas incentivar todos os membros da casa a trabalhar em nome de sonhos em comum também é. Anualmente, todos podem sentar e decidir qual será o objetivo em comum dos próximos 12 meses.

Pode ser uma viagem de férias, uma reforma na casa, a adoção de um animal de estimação ou a troca do carro, por exemplo. O importante é que seja um objetivo que, quando conquistado, todos poderão usufruir e aproveitar. Mesmo os pequenos podem participar.

Todos devem entender que será preciso fazer certos sacrifícios em nome de um bem maior, como abrir mão de almoçar fora todo fim de semana para economizar.

12. Ajude o próximo sempre que possível.

Existem diversas formas de ajudar àqueles que em algum momento precisam de auxílio. Realizar ações voluntárias em família é uma boa forma de contribuir com a sociedade e educar as crianças por meio do bom exemplo.

Em tempos de pandemia, de consumismo desenfreado e descarte elevado de produtos, fazer uma doação não é apenas um gesto de solidariedade, mas um meio financeiramente sustentável de usar as suas coisas de forma inteligente e contribuir com o mundo.

Pense nas suas roupas e sapatos ou cobertores. Aquilo que está em bom estado mas você não usa há mais de um ano pode renovar o guarda-roupa de alguém que não tem condições de comprar algo novo e dar um destino diferente para as suas peças.

Engajar as crianças no planejamento financeiro familiar é um passo importante para criar adultos que saibam lidar com o dinheiro com sabedoria e que consumam de acordo com seu padrão de vida.

Estimule o consumo consciente de recursos e reforce conceitos relevantes para as finanças, como despesa, receita, juros e rendimentos. Mostre para as crianças que abrir mão de algumas coisas é importante para atingir aquilo que deseja.

Famílias que entendem a importância de poupar são muito menos suscetíveis a ter problemas financeiros no futuro. Faça sua parte e dê o exemplo!